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Meio materna, meio estranha e totalmente bem-vinda
  • Cheiro de carinho
    Cheiro de carinho
  • Liberdade suficiente
    Liberdade suficiente
  • Sentidos da segurança
    Sentidos da segurança
  • Aquela que protege, ainda que o externo incomode
    Aquela que protege, ainda que o externo incomode
  • O olhar que acompanha
    O olhar que acompanha
  • A cumplicidade predestinada
    A cumplicidade predestinada

Meio materna, meio estranha e totalmente bem-vinda

Ao fim da incansável sessão de fotos, as estudantes de fotografia se encaminham para abraçar aquela mulher pequenina, de olhos cansados e que fora tão cordial com desconhecidas. A primeira das duas ainda a tinha em seus braços quando o ambiente foi tomado por uma sonora choradeira. Do alto de seu um ano e sete meses, aquele que mais se encaixava no perfil de “bebê modelo” encarava as intrusas com a expressão mais raivosa – se assim for possível chamar – que uma criança encantadora pode ter. O garotinho começou a puxar aquela mulher para dentro do quarto, longe das invasoras. Aquela era a sua babá. E ninguém além dele tinha o direito de abraçar.

Entre afagos, birras e beijos, a relação entre babás e crianças é desenhada de um modo muito único. Podem não ser da mesma família, mas são como velhos conhecidos, a ponto de compartilhar carinhos, primeiros passos e fraldas sujas.

Os donos de rostinhos meigos e boquinhas balbuciando suas primeiras palavras – “baba” talvez seja uma das primeiras – necessitam de atenção especial, que na maior parte do dia não pode ser dada pelos pais.É quando surge aquela figura meio materna, meio estranha e totalmente bem-vinda. É a estranha que passa a ser quase tão parte da família (ou da vida do bebê) como a verdadeira mãe.

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Rita de Cássia Martins

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Thais Borges

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