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Esculpindo a Fé
  • Tinta fresca, alma nova
    Tinta fresca, alma nova
  • Do pó à graça
    Do pó à graça
  • Abeçoa meu trabalho, abençoa minha fé
    Abeçoa meu trabalho, abençoa minha fé
  • Meio santo, meio homem
    Meio santo, meio homem
  • Do barro nasce o homem, da madeira nasce o santo
    Do barro nasce o homem, da madeira nasce o santo
  • A mão do criador
    A mão do criador

Esculpindo a Fé

Incapaz de entendê-la racionalmente, o homem passou a buscar através do sagrado a compreensão da sua existência. Ao longo da história humana, a divindade se tornou alvo de estudos, críticas, mas, principalmente, de veneração.

O sagrado é este estado de respeitabilidade acima de qualquer questionamento, contrastando, portanto, com a natureza contestadora do homem. A pessoa passa a entender os seus objetivos, ambições, desejos e sentimentos através de uma devoção pautada na fé no divino que está mais relacionada com os seus efeitos do que propriamente com explicações racionais.

A arte sacra, retrada no ensaio “Esculpindo a fé”, refere-se a exterioridade e materialidade do sagrado. Além do valor histórico e cultural, a peça ganha uma importância religiosa ao construir para o fiel uma noção palpável, física e real do divino. Ele passa a confundir a obra com a divindade em si. A arte se torna sacra.

O enfoque do ensaio é o trabalho de restauração dessa arte, em que a divindade na figura da obra sacra e o homem invertem os papéis. O homem esculpe, pinta e molda o sagrado. O homem cria a santidade para dela se tornar devoto.

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Flávia Faria

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Renato Alban

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