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Do esplendor ao caos
  • Sob o mesmo sol mirando horizotes diferentes
    Sob o mesmo sol mirando horizotes diferentes
  • Pouso supremo
    Pouso supremo
  • Sob penas, sob sol
    Sob penas, sob sol
  • Elevando-se sem voar
    Elevando-se sem voar
  • Auréola digna de um Rei
    Auréola digna de um Rei
  • Os três pombinhos
    Os três pombinhos

Do esplendor ao caos

A partir de uma rocha lapidada ou um bronze aquecido, as estátuas surgem no intuito representativo de tudo que está ao nosso redor – desde simples bichos até figuras emblemáticas que em vida prestaram grandes serviços à sociedade.

Fixados em diversos pontos da cidade e congelados no tempo, os monumentos possuem expressões, que por si só, carregam um poder de comunicação peculiar, atemporal e que “indiretamente” dialoga com a ação de aves nefastas.

Os pombos, ao ponto que podem representar paz em sua alvura são conhecidos, também, como ratos aéreos, por seu comportamento nada higiênico. Estas aves planam indiferente e dominante no céu urbano. Sua interação com as estátuas desenrola cenas intrigantes, digno de um filme de humor negro.

Animais sujos, cheios de pragas, capazes de atrocidades por causa de migalhas espalhadas pelo chão tomam posse das estátuas e fazem delas domicílios coletivos. Esse convívio expõe uma ideia paradoxal, pois notam-se duas forças diferentes de mãos dadas – ternura e desprezo, construção e destruição, glamour e degradação.

De um modo geral, os pombos compõem um cenário caótico perceptível a olho nu. Estão aí, ali, acolá, em toda a parte liberando seus dejetos, alimentando-se do descaso urbano – aqui enfatizado nas estátuas.

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João Airon

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Luca Scartezini

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