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Pontos de partida
  • Na rua o outro existe mesmo não sabendo qual sua verdadeira imagem
    Na rua o outro existe mesmo não sabendo qual sua verdadeira imagem
  • O trabalho de hoje permitirá que você olhe sem medo nos meus olhos amanhã
    O trabalho de hoje permitirá que você olhe sem medo nos meus olhos amanhã
  • Esqueça o barulho, limpe a fumaça, crie uma pausa e encontre um motivo para sorrir
    Esqueça o barulho, limpe a fumaça, crie uma pausa e encontre um motivo para sorrir
  • O olhar alcança a profundidade ainda que tudo pareça superfície.
    O olhar alcança a profundidade ainda que tudo pareça superfície.
  • Num deserto movimentado nem sei ao certo o timbre da minha voz
    Num deserto movimentado nem sei ao certo o timbre da minha voz
  • Eu sinto o velho peso nas costas outra vez
    Eu sinto o velho peso nas costas outra vez

Pontos de partida

Salvador, metrópole com mais de três milhões de habitantes, a quinta mais populosa do Brasil, todos os dias pessoas comuns acordam de manhã para mais um dia de trabalho e saem em direção aos pontos de ônibus espalhados pela cidade. São rostos desconhecidos, seres diferentes e ao mesmo tempo iguais, no que concerne a luta pela sobrevivência diária. Propõe-se, através deste trabalho, um olhar sobre o outro, com “lentes de aumento” a fim de registrar momentos da trajetória destes personagens urbanos.

O menino que vende doce para ajudar os pais e que muitos julgam como exploração, ninguém se pergunta o motivo dele estar ali. Seria melhor para ele aprender a ser um cidadão honrado ou estar largado na rua a mercê das drogas? Faz parte do questionamento deste outro olhar, recolhido, seja pela preocupação com o atraso do ônibus ou com o tempo que parece sempre escasso.

A rua é um lugar de passagem e de movimento, o ponto de ônibus é o local de espera e por que não de pausa, de observação e de reflexão? Cada indivíduo com as suas particularidades compõem a dinâmica da vida urbana, anônimos que têm sua própria biografia, desconhecida. De toda maneira todos são passageiros e todos têm de passar pela catraca.

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Adrielle Freire

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Laurence Bockel

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