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As marcas do medo
  • Ficam de fora os estranhos
    Ficam de fora os estranhos
  • Do lado de dentro, contra o mundo
    Do lado de dentro, contra o mundo
  • Proteção a rigor
    Proteção a rigor
  • As fortalezas que protegem são as mesmas que isolam
    As fortalezas que protegem são as mesmas que isolam
  • Prisioneiros de si mesmos
    Prisioneiros de si mesmos
  • Vidas através de uma tela
    Vidas através de uma tela

As marcas do medo

Grades, lanças, cercas, muros. Estes são os símbolos da insegurança e os reveladores do medo. São os demonstrativos reais de uma sociedade que teme não o estrangeiro, não o desconhecido, mas sim, a si mesma. Os vínculos afetivos não mais preponderam. O que predomina é a sensação de ameaça, o pavor e a falta de tranquilidade.

O dicionário diz que o medo é o temor, receio ou ansiedade racional ou fundamentada. A vida diz mais que isso. Ela fala do temor ao outro, do receio à sua própria subsistência e da ansiedade pela proteção. Vida esta que através da ação do homem, fala que na lei da sobrevivência o desejo pela aproximação é um sentimento secundário em nome da garantia pela sua própria existência.

O que é externado na figura de cadeados é a pura representação do que permeia os aspectos sensíveis mais profundos de cada indivíduo. As pessoas são o que criam, o que fazem, o que constroem. As trancas não revelam apenas o desejo pela proteção, mas sim o distanciamento ínfimo dos sentimentos que fazem do homem um ser gerado pelo relacionamento e para o relacionamento.

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Ana Carolina Andrade

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Ruan Melo

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