>
A todos os que gostam de gente engravatada
  • “Quando eu tiver bastante pão/ para meus filhos”
    “Quando eu tiver bastante pão/ para meus filhos”
  • “então eu comprarei/ uma gravata colorida / larga/ bonita”
    “então eu comprarei/ uma gravata colorida / larga/ bonita”
  • “e darei um laço perfeito/ e ficarei mostrando”
    “e darei um laço perfeito/ e ficarei mostrando”
  • “para minha amada/pros meus amigos/e pros meus vizinhos”
    “para minha amada/pros meus amigos/e pros meus vizinhos”
  • “quando eu tiver/livros pra ler”
    “quando eu tiver/livros pra ler”
  • “a minha gravata colorida/a todos os que gostam de gente engravatada...”
    “a minha gravata colorida/a todos os que gostam de gente engravatada...”

A todos os que gostam de gente engravatada

Em nosso caminhar apressado pelas ruas, muitas vezes, não enxergamos um ser humano naquela pessoa que nos vende doces, DVDs, água mineral… Desprestigiadas socioeconomicamente elas acabam tornando-se invisíveis aos nossos olhos.

O poema “Gravata colorida” escrito por Solano Trindade e base do nosso ensaio tenta, através de uma ironia sutil, mostrar a crítica de um invisível social aos que agregam valor às pessoas, simplesmente, por elas se apresentarem “engravatadas”.

Fernanda Aragão

Fernanda Aragão

Marília Moreira

Marília Moreira

Comentários