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A anatomia da melancolia
  • “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?”
    “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?”
  • “E tudo isto é estrangeiro, como tudo.”
    “E tudo isto é estrangeiro, como tudo.”
  • “Calcando aos pés a consciência de estar existindo.”
    “Calcando aos pés a consciência de estar existindo.”
  • “Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas.”
    “Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas.”
  • “Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.”
    “Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.”
  • “Sigo o fumo como uma rota própria.”
    “Sigo o fumo como uma rota própria.”

A anatomia da melancolia

A melancolia foi motivo de inspiração para diversos autores durante os séculos. Através de Fernando Pessoa, Moacyr Scliar e Robert Burton, este sentimento, que Freud chamava de a “ausência que dói”, foi desconstruído e reconstruído ao longo dos tempos, ganhando novos significados e atribuições a cada nova descrição.

O nome do ensaio vem da trajetória exposta por Burton, em 1621, no seu livro “Anatomia da melancolia” (The Anatomy of Melancholy. Com ele, o autor fez renascer nos círculos intelectuais um termo que já existia, mas que agora recebia outro sentido, uma renascida melancolia.

Já na modernidade, a melancolia será debatida, analisada, estudada; passa a fazer parte do cotidiano, como reação das pessoas às grandes transformações que pareciam colocar o mundo de pernas para o ar. Esta emoção, agora comum, é o tema principal do nosso ensaio e do poema Tabacaria, cujos trechos servem de legenda às nossas fotos. Nele, o eu lírico questiona a sua existência e pensa tantas coisas que, às vezes, encontra-se em delírio com o seu próprio raciocínio.

Karina Nascimento

Karina Nascimento

Lara Nunes

Lara Nunes

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