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O preço que se paga
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O preço que se paga

Ágape, amar não a partir de sua carência, mas amar a partir de sua plenitude. Sem nada em particular para amar. Énnoia quer dizer dom, a doação e, às vezes, o devotamento. Éros expressa não somente um amor de solicitação e necessidade, mas também de desejo. Kháris significa gratidão pela existência. Pathé, para os antigos gregos e romanos, o estar amoroso é uma doença (pathos). Daí deriva-se as palavras Patologia e Paixão. Philia Erotiqué, uma amizade, um amor com respeito. Philia Etairiqué é o verdadeiro amor-amizade entre duas almas. Philia Physiqué, amor parental. Philia Zeiniqué, o respeito aos outros. Pornéia, o amor voraz e devorador. Storgué, ternura e harmonia. Essas são algumas das definições da palavra amor para os gregos antigos.

E para você? Qual a primeira imagem que vem a sua cabeça quando ouve a palavra “amor”? Carinho? Cuidado? Paixão? Libido? Friozinho na barriga? Indefinição? É fácil imaginar que os pensamentos mais comuns serão com imagens angelicais e harmônicas, como uma mãe ninando o seu filho, ou um belo casal em um grande e demorado beijo apaixonado. Nada de original ou novo. O que pouco se vê nessas representações sobre o sentimento mais sublime dos homens é o “preço” que se paga por senti-lo.

Nem só de coisas boas ou momentos de felicidade é feito um relacionamento, seja ele entre duas pessoas, ou não. Sempre serão feitos alguns sacrifícios, às vezes grandes demais, na instância do sofrimento. Uma enfermeira, ao ver um paciente a quem se apegou emocionalmente morrer, sofre em nome da profissão que escolheu. Ou, por vezes, o amor pode ser colocado a prova, como no caso de uma pessoa que descobre que seu parceiro (a) tem uma doença incurável. Com exemplos como esses, pretendemos refletir sobre até que ponto somos capazes de arcar com as conseqüências do amar.

Mas antes de concretizá-lo, é bom que fique claro que aqui não será feito um ensaio “anti-amor”. Muito pelo contrário, é justamente pela constatação da complexidade desse sentimento, que envolve tantas diferentes nuances, que vão desde o êxtase total a mais profunda depressão, é que queremos abordar, de maneira o mais apaixonada possível, o amor.

daniel frediani

Daniel Frediani

Egideilson Santana

Egideilson Santana

2008.1

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