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O mundo é um moinho
  • “Tem mais samba no encontro que na espera”
    “Tem mais samba no encontro que na espera”
  • “Sonho de um carnaval”
    “Sonho de um carnaval”
  • “Sua dor calada e muda, cada ânsia foi juntando”
    “Sua dor calada e muda, cada ânsia foi juntando”
  • “Vá morar com o diabo”
    “Vá morar com o diabo”
  • “Solidão, olhe, a casa é sua”
    “Solidão, olhe, a casa é sua”
  • “Pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza...”
    “Pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza...”

O mundo é um moinho

Desde que o samba é samba é assim: composições que tratam de relacionamentos agridoces e efêmeros. Diversos sambistas tematizam essas paixões tão fugazes como as iniciadas nos festejos de carnaval. Afinal, “quarta-feira sempre desce o pano” e o desencontro das rotinas toma lugar, pondo fim à fantasia.

O vento que carrega as cinzas traz consigo a tristeza – parte essencial da história do samba. Músicos como Chico Buarque, Cartola e Batatinha já compuseram sobre o sofrer dos amores perdidos e relacionamentos abortados. A dor, materializada em versos e melodias, provoca uma identificação maior entre obra e ouvinte. Diria o sambista: “Se o caso é chorar, te faço chorar.”

Frederico Soares

Nelson Oliveira

2008.2

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