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Homicídio nada culposo
  • De perto eu não quis ver
    De perto eu não quis ver
  • Toda a anunciação era vã
    Toda a anunciação era vã
  • Eu te olhando via uma outra mulher
    Eu te olhando via uma outra mulher
  • Close pro fim
    Close pro fim
  • Fichada e exposta em diagnóstico
    Fichada e exposta em diagnóstico
  • Ver o quanto eu posso adivinhar
    Ver o quanto eu posso adivinhar

Homicídio nada culposo

Assassinos são pessoas que só se arrependem por si mesmos, jamais pelas suas vítimas. Matar é um ato instintivo do ser humano? Que motivos levam alguém a cometer um crime? Quais são as razões capazes de justificar um homicídio? E as mulheres são mais ou menos violentas que os homens? O que se confirma, é que, ao cometer tal ato, elas costumam ser mais metódicas e cuidadosas que os indivíduos do sexo masculino.

Entregue-se, então, a uma assassina, aos seus mortos, seus amores. Nesse ensaio, experimente o doce sabor da morte, o cheiro vil do sangue, que escorrem pelos escarlates lábios de uma homicida, mas sem tirar os olhos das ardentes mãos que matam, sem se arrepender. Mergulhe no instinto assassino, mas sem se esquecer do feminino – estes, talvez, estejam mais próximos do que se pensa.

É uma criminosa, sim, e que busca, através da consumação da fantasia e do ritual de matar, o controle e o poder sobre a vítima. Ela se dá ao poder de iniciar e terminar as suas histórias, de apagar o seu passado, manchando de sangue o seu presente, e jogando fumaça no futuro. O criminoso não tem cara, mas sabe escolher suas vítimas e executá-las muito bem.

Luis Lisboa

Mariana Nogueira

2008.2

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