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Cemitério Vivo
  • “Confinado”
    “Confinado”
  • "Happy Hour"
    "Happy Hour"
  • "Tudo vira pó"
    "Tudo vira pó"
  • "Correndo da morte"
    "Correndo da morte"
  • "Matando a saudade"
    "Matando a saudade"
  • "Conhecimento além dos túmulos"
    "Conhecimento além dos túmulos"

Cemitério Vivo

Ainda que exista para defuntos, o cemitério é construído pelos vivos. Mesmo sendo a morte das coisas mais enigmáticas para a vida, e mesmo sendo este o local que condensa toda a carga fúnebre dessa idéia, a vida se faz imperativa no quotidiano deste banco de corpos e lembranças.

Cemitério Vivo capta onde a vida ‘rompe’ com a atmosfera da melancolia, para encontrar neste cenário macabro a tranqüilidade e o silêncio na introspecção; a diferença, a identidade e auto afirmações pueris, nos jovens; nos românticos, a poesia ou a divindade; o fetiche nos mais ousados; e a naturalidade quando o quotidiano emerge dos dias demonstrando que o cemitério é só mais um entre os ambientes dos homens – vivos.

Apesar do estigma do local, símbolo de morte e despedida, percebemos pessoas correndo para a vida, fugindo do óbvio, procurando o silêncio e encontrando a felicidade. Nas simples manifestações dos sentimentos cotidianos é possível desvendar no cemitério um mundo vivo no silêncio dos túmulos.

Elen Filgueira

Mirnah Leite

2008.1

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