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Portas: mundos a perscrutar
  • Uma reza, um transe, uma passagem para um mundo que só existe em sonho.
    Uma reza, um transe, uma passagem para um mundo que só existe em sonho.
  • A imutável porta do tempo que leva as mesmas pessoas a estágios tão diferentes.
    A imutável porta do tempo que leva as mesmas pessoas a estágios tão diferentes.
  • Uma porta bizarra, que faz de um homem um defunto e de outro um deus.
    Uma porta bizarra, que faz de um homem um defunto e de outro um deus.
  • Solitárias são as portas horizontais.
    Solitárias são as portas horizontais.
  • A porta de uma veia por onde corre algo muito além que sangue.
    A porta de uma veia por onde corre algo muito além que sangue.

Portas: mundos a perscrutar

Todas as portas possuem uma mágica. Um chamado mudo, o qual nunca será compreendido, mas que, de maneira amena ou trágica, há de sempre ser ouvido.

Portas são atemporais, adimensionais, amorfas e incorpóreas; são peças que interligam dois ou mais ambientes diferentes. Ambientes estes que não precisam ser, necessariamente, físicos. Portas podem ser quebras no mundo dito real que nos conduzam através do tempo-espaço da maneira mais inusitada possível; que nos dêem acesso a mundos novos ou velhos – mas que sempre se revelam desconhecidos.

Todos os dias portas são fechadas em cemitérios, abertas em maternidades, reabertas em emergências, arrombadas por armas, fumadas em becos, injetadas em braços, ostentadas em igrejas, guardadas em álbuns, lidas em bibliotecas…

Em todos os lugares existem portas. Em seus mais diversos tipos e formas, elas estão sempre lá. A nós resta apenas ceder e nos entregar aos infinitos destinos aos quais elas podem nos levar; afinal portas não passam de mundos a perscrutar.

Ian Castro

Ian Castro

Maiara Dailan

Maiara Dailan

2007.2

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