>
Ó velhas rimas! É acabar com elas!
  • Minha morte nasceu quando eu nasci
    Minha morte nasceu quando eu nasci
  • Os ventos vêm e batem-me à janela:/ ‘A tua vida, que fizeste dela?
    Os ventos vêm e batem-me à janela:/ ‘A tua vida, que fizeste dela?
  • E sei apenas do meu próprio mal,/ Que não é bem o mal de toda gente
    E sei apenas do meu próprio mal,/ Que não é bem o mal de toda gente
  • Não vos iluda o velho que aqui vai:/ Eu quero os meus brinquedos novamente!
    Não vos iluda o velho que aqui vai:/ Eu quero os meus brinquedos novamente!
  • Tão altos sempre... cada vez mais belos!.../ Nem D. Quixote teve morte assim...
    Tão altos sempre... cada vez mais belos!.../ Nem D. Quixote teve morte assim...
  • Sobre um fundo de pálida aquarela./ E há (está previsto) este abandono...
    Sobre um fundo de pálida aquarela./ E há (está previsto) este abandono...

Ó velhas rimas! É acabar com elas!

A Rua dos Cataventos (primeiro livro publicado por Mário Quintana) é, mais do que uma rua, uma busca própria, pessoal. É um mergulho nas ruas da infância em busca do passado, em todas as suas sutilezas. São a brincadeira infantil, os relacionamentos, as perdas, as mudanças e os caminhos – uma viagem nostálgica pela rua psicológica, protetora e afetiva.

O ensaio reflete o abismo dentro de nós mesmos; mais do que um abismo, um mar sem fim – eterno e repleto de elementos próprios. É um “fazer poesia” doloroso e demorado, processo de reinvenção do eu-lírico que culmina com a marginalização, com o isolamento. Aqui, à margem, o olhar observador de um poeta-detetive reinterpreta o seu redor e penetra em si atrás de lembranças que ainda sobrevivem na sua memória.

É a imersão no passado e na infância, como em nossas próprias mentes – de forma a representarmos o papel de expectadores de nós mesmos. Um movimento que nos põe frente a frente com as transformações da vida, do indivíduo e de seu redor.

danielle_70-x-100.jpg

Danielle Antão

tiago_70-x-100.jpg

Tiago Canário

2007.1

Comentários