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Instalações Femininas
  • O que os olhos vêem
    O que os olhos vêem
  • Do outro lado das paredes
    Do outro lado das paredes
  • Pelo buraco da fechadura: a sutileza da paranóia
    Pelo buraco da fechadura: a sutileza da paranóia
  • Através das frestas da porta
    Através das frestas da porta
  • As paredes ocultam, o binóculo não
    As paredes ocultam, o binóculo não
  • A beleza que quase não se vê
    A beleza que quase não se vê

Instalações Femininas

Entender os fetiches de outrem não é tarefa das mais fáceis. Há diversos deles, com os prazeres mais exóticos. Um tipo especial de voyeur é aquele que espia o banheiro, mais precisamente, o banheiro feminino, um recinto livre de amarras. Nele as pessoas se sentem protegidas e libertas para fazer o que quiserem, sem disfarces, sem angústias e sem privações. E é justamente quando a mulher goza de plena liberdade, que vira objeto de curiosidade. Muita gente quer saber como o outro é, despido de máscaras.

O olhar curioso do espectador que observa a intimidade não busca necessariamente cenas de nudez ou eróticas. O espião sente prazer ao captar situações banais, cotidianas ou ocultas da mulher no banheiro. Estas, porém, olhadas por um ângulo especial, captado os detalhes, adquirem uma carga sensual, uma beleza estética e justificam o quão prazeroso é observar a intimidade alheia.

O voyeur das instalações femininas revela um olhar interessado e detalhado, um prazer em ver partes de um todo. A plenitude do prazer é observar escondido, com atenção, a mulher que se encontra num momento interior.

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Ive Deonísio

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Lais Vita

2007.1

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