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Gauche
  • "Vai, Carlos! ser gauche na vida”
    "Vai, Carlos! ser gauche na vida”
  • "Há no país uma legenda, que ladrão se mata com tiro.”
    "Há no país uma legenda, que ladrão se mata com tiro.”
  • “(...) Percebo apenas A estranha idéia de família...”
    “(...) Percebo apenas A estranha idéia de família...”
  • “Nossa mãe, por que chorais?”
    “Nossa mãe, por que chorais?”
  • “Este é tempo de partido, tempo de homens partidos.”
    “Este é tempo de partido, tempo de homens partidos.”
  • “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”
    “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”

Gauche

Sob os desígnios do anjo torto, escreveu mais que um grande poeta, escreveu um grande homem. Através da poesia, estendeu o seu horizonte, antes restrito a questões egocêntricas, e evoluiu como ser humano. E o mais fascinante é perceber essa evolução nos seus textos e admirar o quão bela é a forma como transforma sentimentos em palavras.

Carlos Drummond de Andrade é certamente um ícone da poesia brasileira. Alegando sua falta de jeito para “versejar conservadoramente” e incapacidade de estudar, “por preguiça ou qualquer outro motivo obscuro”, os compêndios da metrificação, o poeta optou por enveredar-se pela vertente do modernismo. Porém, ainda sem a métrica, sem a rima, Drummond conseguiu escrever os mais belos e profundos versos.

Mais que uma interpretação dos poemas, este ensaio busca passar, através da imagem, a simplicidade e beleza contidas nos textos de um poeta que não apenas escreveu sobre, mas acima de tudo, sentiu o mundo à sua volta.

Glauber Farias

Camila Moreira

2006.2

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