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Estética da Destruição
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Estética da Destruição

Acidente. Colisão. Destruição. Um novo começo.

Destruição. Palavra que desmonta os alicerces da vida. Que imbui de fragilidade o ser humano. Surge o medo do desconhecido. Teme-se a fugacidade de uma existência arredia.

Como pode medir o tamanho da existência, se em cada esquina vislumbra-se o flerte do acaso, o olhar vacilante do destino? Será que as curvas sinuosas da paisagem deixarão que passe despercebido… Inocente? Será que o ponteiro lhe dedica algumas voltas a suspirar?

Será entregue às formas retorcidas da realidade que construiremos a reflexão sobre aquilo que o homem não consegue modelar. Talvez, apenas provocar. Ele que é prepotente e poderoso alcança apenas o controle do norteamento de seus atos. As conseqüências de formas atingidas ficam restritas ao bel prazer de uma natureza artística e de um acaso cuidadoso. A matéria é transformada, reinventada. A ordem torna-se avesso. O ferro se curva, se mistura, se funde em um emaranhado de formas indefinidas, estranhas e complexas. Uma nova criação surge, sem se importar com o conforto, elegância, luxo ou funcionalidade. É apenas o objeto voltando ao seu estado natural. A destruição permitindo um novo começo.

Foto: Davi Boaventura

Davi Boaventura

Foto: Victor Seabra

Victor Seabra


2005.2

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