Narrativas visuais 2009.2

Por José Mamede • 05/12/09 • Categoria(s): Exposições

Os ensaios do módulo de fotografia da Oficina de Comunicação Audiovisual retratam assuntos diversos, expressando os variados pontos de vista dos alunos do segundo semestre do curso de Comunicação da UFBA. A partir da elaboração de um projeto com temática livre, sob a orientação do professor José Mamede, os aspirantes a fotógrafos saem a campo com câmeras e lentes em busca de imagens que reflitam as suas visões de mundo. Os resultados desse aprendizado fotográfico ficarão expostos na galeria da Facom até o dia 22 de dezembro de 2009. A versão digital pode ser conferida nos links abaixo.

Foto: Thaíse Reis (Descaminhos)

Foto: Thaíse Reis (Descaminhos)

Descaminhos
Entre o começo e o fim, o caminho! No caminho, as escolhas. Nas escolhas, às vezes, a falsa impressão de que somos capazes de controlar o nosso destino. Não somos, sabiam? E não seríamos, mesmo que quiséssemos.
Alexandre Wanderley e Thaíse Reis

Foto: Rogério Menezes (A rotina e o futebol)

Foto: Rogério Menezes (A rotina e o futebol)

A rotina e o futebol
O futebol é, principalmente para o torcedor brasileiro, muito mais que um esporte. Trata-se de uma arte, uma religião, um sentimento que não pode ser explicado nem mesmo por quem o está sentindo.
Ana Luisa Hiltner e Rogério Menezes

Foto: André Garcia

Foto: André Garcia

Mudados por angulações
Nem tudo é o que parece ser. O modo como vemos certas coisas pode nos fazer interpretá-las de uma forma diferente do que realmente é. Há situações ou ações que vistas em parte, dizem até mesmo o contrário do que realmente está acontecendo. O mesmo ocorre com uma ação fotografada com angulações diferentes.
Anderson B. Santos e André Garcia

Foto: Aparecido Silva (A arte também em outras mãos)

Foto: Aparecido Silva (A arte também em outras mãos)

A arte também em outras mãos
Tradicionalmente a aura que a arte contém fica restrita a quem tem uma maior exposição e reconhecimento. No mundo musical isto não é diferente, já que é muito mais fácil se lembrar dos Rolling Stones, de Raul Seixas, de Eric Clapton do que daqueles que produziram os instrumentos através dos quais eles expressam sua arte. Luthier é o nome do profissional que produz instrumentos musicais, a palavra é de origem francesa por falta de termo correspondente em português.
Aparecido Silva e Eduardo Mafra

Foto: Laís de Almeida (A pele sobre o plástico ou manifesto antropofílico)

Foto: Laís de Almeida (A pele sobre o plástico ou manifesto antropofílico)

A pele sobre o plástico ou manifesto antropofílico

A partir de agora fica decretado: 1) O ser humano é belo e de valor inestimável; 2) Veremos a todos como seres humanos, belos como tal; 3) NADA que o homem crie superará o seu próprio valor; 4) O homem é a cura para todo mal do homem; 5) Agora vale a existência palpável da vida, mais pele menos plástico.
Laís de Almeida e Caio Pamphilo

Foto: Carol Aquino

Foto: Carol Aquino (Quem é que está por trás da saia?)

Quem é que está por trás da saia?
A saia foi a primeira peça de roupa a existir e desde muito tempo é associada ao feminino. Mas a saia é mais que um mero elemento do vestuário porque ela pode nos contar muita coisa a respeito da dona. E as mulheres sempre comunicaram através dela.
Carol Aquino e Marina Teixeira

Foto: Iasnaia Lima (A vila... Numa vida: O Cais)

Foto: Iasnaia Lima (A vila... Numa vida: O Cais)

A vila… Numa vida: O Cais

O limite, o isolamento de algumas existências pode, às vezes, ser construído por uma personalidade intensa ou uma sensibilidade educada. Em outras, a própria localidade, suas características naturais ou seus artifícios arquitetônicos colaboram em uma introspecção.
Iasnaia Lima e Daniela Aquino

Foto: Filipe Menezes (A Paciência Representada)

Foto: Filipe Menezes (A Paciência Representada)

A Paciência Representada
Todos vivemos muito apressados, pressionados por compromissos e horários, numa louca e absurda carreira que chega a comprometer nossa saúde física e psicológica. Ao fazer tudo com pressa, desesperadamente, a qualidade do que se realiza fica muito comprometida; a correria leva ao automatismo, à desatenção, ao desprezo pelos detalhes que mereceriam um olhar mais detido, mais cuidadoso.
Filipe Menezes e Marlon Ribeiro

Foto: Edely Gomes (À mesa fora de casa)

Foto: Edely Gomes (À mesa fora de casa)

À mesa fora de casa
Quem já viveu mais de 50 anos percebe bem a diferença. É cada vez mais difícil reunir a família na hora do almoço. As agitações de uma sociedade corrida têm diminuído os horários para as refeições e impedido que as pessoas se alimentem com calma no decorrer do dia. Alguns vínculos são quebrados, outros são criados, enquanto alguns indivíduos se isolam.
Daniela Pinocci e Edely Gomes

Foto: Gabriel Simões (A Expressão pelo olhar)

Foto: Gabriel Simões (A Expressão pelo olhar)

A Expressão pelo olhar
Os olhos são os tradutores da alma e comandam a nossa essência expressiva. Trata-se do sentido primário para a maioria dos seres vivos. Os olhares carregam expressões sinceras e revelam os modos de estar e de sentir mais profundos e instantâneos.
Gabriel Simões e Lucas Albuquerque

Foto: Luan Santos (Avenidas - Peculiaridades em torno do óbvio aparente)

Foto: Luan Santos (Avenidas - Peculiaridades em torno do óbvio aparente)

Avenidas. Peculiaridades em torno do óbvio aparente.
Avenida é o nome dado a uma rua de grande importância dentro da cidade. Constituída por uma ou mais vias, permite o tráfego de veículos, motorizados ou não, pedestres e, até mesmo, animais, para fins de circulação, parada, carga e descarga. Ela compõe, juntamente com outros elementos, os diferentes ambientes urbanos.
Luan Santos e Lucas Leal

Foto: Vitor Andrade (Salvador, cidade pequena)

Foto: Vitor Andrade (Salvador, cidade pequena)

Salvador, cidade pequena
Diante da terceira maior cidade do país, com uma população estimada de 3 milhões de pessoas, encontrar aspectos interioranos em Salvador não é muito difícil, por incrível que pareça. Fugir da agitação que movimenta, da preocupação que corrói, da bagunça organizada, do tempo como o algoz, e achar, nessa mesma cidade, a tranquilidade.
Marilúcia Leal e Vitor Andrade

Foto: Sara Simas (Explorando o lirismo infantil de Cecília Meireles)

Foto: Sara Simas (Explorando o lirismo infantil de Cecília Meireles)

Explorando o lirismo infantil de Cecília Meireles
Cecília Meireles nunca se afastou de seu universo infantil, de sua infância e das sensações que permeiam a vida de criança. Sonhos, sabores, cheiros, gestos, enfim aquele modo diferente de percepção típica das crianças Cecília Meireles levou consigo para a idade adulta. O subjetivismo, o onírico e todo o lirismo que ela guardou deixaram sobreviver na autora a criança que fora um dia.
Sara Simas

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José Mamede é Coordenador Acadêmico do Labfoto e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia
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